quarta-feira, 18 de abril de 2012

A Rainha esta com Tudo !!!!!!

Rita Lee: “Alguém imaginou que iria me ver no salto de novo? Grande roqueira e uma das mais importantes artistas do Brasil, Rita Lee lança disco novo, atinge o topo da parada com a música "Reza" e sai da toca para uma sessão fotográfica especial para QUEM. “Não fazia isso há séculos!” Revista Quem; Fotos: Paulo Vainer Rita Lee é uma mulher rara. Ao mesmo tempo em que é uma das mais completas estrelas do rock brasileiro e não sai das paradas desde o fim dos anos 60, é a mais reclusa. Não é fã de badalações ou entrevistas. Sessões fotográficas, então, mais difícil ainda. E, rara que só ela, Rita topou posar para QUEM como não se via há anos: em uma sessão de fotos de moda. “Não fazia isso há séculos! Gosto de figurino, moda, fantasia. São prazeres para mim. Sempre me preocupei com isso em shows”, diz ela, que já teve dias de modelo no início dos anos 70, quando participou dos eventos de moda patrocinados pela Rhodia na Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit). “Era uma delícia. Eles produziam shows, teatro e tinha desfile no meio”, conta a cantora, que foi a protagonista de um musical, Nhô Look, que misturava moda e música. Os anos se passaram, mas o corpinho continua o mesmo: na sessão de fotos para QUEM, Rita, 64 anos, vestiu criações feitas para corpos de modelos de passarela. E os visuais traduzem a roqueira, uma vez que as coleções do inverno 2012 estão cheias de influências pop dos anos 70. “O que eu mais gostei foi o macacão. É lindo! E tem uma coisa de anos 70 e 80, quando usei muito macacão. Até na capa do disco da música Lança Perfume (1980) eu estou vestindo um”, relembra Rita, que ainda brincou com o fato de colocar salto alto para as fotos. “Alguém imaginou que iria me ver no salto de novo? Acho que não usava desde os anos 80. Estava despreparada. Mas dá outra postura, fica mais bonito.” NOVA MÚSICA Com ou sem salto, a roqueira continua no topo. Ela acaba de lançar "Reza", música em que pede “Deus me acompanhe/Deus me ampare/Deus me levante/Deus me dê força/Deus me perdoe por querer/Que Deus me livre e guarde de você” e que está em primeiro lugar de vendas no iTunes brasileiro. A canção não para de tocar nas rádios e na novela Avenida Brasil, da qual faz parte da trilha sonora, e vai ganhar um clipe em breve. E o disco, que tem o mesmo nome, Reza, estará disponível no iTunes a partir de terça-feira (24). O CD, lançado pela Biscoito Fino, chega às lojas logo depois. “Esse disco eu gostei de gravar. Foi na garagem, no estúdio de casa. Um conforto que nunca tivemos. A gente gravava um instrumento, uma voz e dava um mergulho na piscina... Mas não esperava que a música seria tão bem aceita. Então, fico pensando que as pessoas precisam de proteção, não é? Sabe que já teve até milagre? Escreveram para a gente dizendo que precisavam passar em um teste e ficaram ouvindo a música. E deu certo”, conta, aos risos. O álbum foi todo feito com o eterno parceiro e marido, Roberto de Carvalho, que namora (como ela mesma prefere dizer) desde meados dos anos 70. “Eu e Roberto fizemos o disco por puro prazer! A gente demorou dez anos (o último álbum de inéditas foi Balacobaco, de 2003). O casal ficou na rede esse tempo todo, só aproveitando. Compomos sempre, mas não gravamos por um bom tempo. Aí, resolvemos gravar. Foi um ano para acertar tudo, produzir”, diz, mexendo nos cabelos cor de fogo. BIPOLARIDADE O vermelhão dos fios, característico de Rita, pode estar com os dias contados: “Tenho um projeto antigo de parar de pintar o cabelo. Essa tinta vermelha estraga os fios. Usei hena a vida inteira. Mas, depois que o cabelo ficou branco, não pega mais. E a tinta é punk. Uma menstruação. Entro na piscina, sai um rastro vermelho. Tem dias que decido: vou parar. Mas depois volto atrás.” Entre uma foto e outra, Rita checava os recados dos fãs no Twitter. Uma das artistas mais assíduas no microblog, ela garante que o site é uma espécie de terapia para ela. “É a twitterapia mesmo”, afirma Rita, que no mesmo dia tinha criado um novo apelido para si mesma, “mulher lithium”, em referência ao lítio, que é usado entre outras coisas no controle do transtorno bipolar. “Descobri isso faz pouco tempo. Tive a vida inteira essa situação de oscilar entre euforia e depressão. Eu sinto que aconteceram situações de estresse emocional em minha vida e não tinha orientação nenhuma. Quando o médico diagnosticou a bipolaridade, eu fiquei tranquila. Falei: ‘Finalmente alguém me disse o que eu sou’. As peças encaixam. Pode ser uma coisa muito solitária. Tanto na euforia, quanto na depressão. E a twitterapia me deixa com amiguinhos, é uma companhia”, afirma ela, que está tendo acompanhamento médico. “Desde criança tenho esse lado. Tinha uns picos de loucura. Então, é bom os pais ficarem de olho: às vezes, uma criança é muito agitada e com períodos de baixa, que você não sabe o que é. E, por não saber o que tinha, minha vida foi cheia de altos e baixos. Se não era a própria vida, era eu mesma quem causava os altos e baixos”, diz. Rita tranquiliza os fãs, que se preocuparam desde o anúncio do seu afastamento dos palcos (“Mas nunca da música”, frisa), divulgado no começo do ano. “Está tudo bem. Estou em um momento sereno. Estava na hora de parar com os shows. Nem que seja por um bom período sabático. Eu tinha que me dar um tempo. Mas estou gravando, estou por aí.”

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Depois de 9 anos, Rita Lee está de volta com projeto de inéditas. Produzido por Roberto de Carvalho, o álbum traz 14 faixas, sendo 10 delas fruto da parceria de sucesso de Rita e Roberto, que já dura 35 anos. O primeiro single (Reza) título do CD entrou com força total nas FMs de todo Brasil e faz parte da trilha da novela Avenida Brasil. Rita, que declarou recentemente estar se aposentando dos palcos, fala de amor, de terapias, de mau olhado, das mazelas dos tempos modernos, sempre pela lente especial da artista. “Reza” é um disco pop, repleto de sucessos em potencial, como “Tô um lixo”, “Vidinha”, “Rapaz” e “Pistis Sophia”, entre outras. Faixas do CD: 1. Pistis Sophia 2. Reza 3. Tô Um Lixo 4. Divagando 5. Vidinha 6. As Loucas 7. Bixo Grilo 8. Paradise Brasil 9. Rapaz 10. Bagdá 11. Tutti-Fuditti 12. Gororoba 13. Bamboogiewoogie 14. Pow

terça-feira, 20 de março de 2012


"Reza", do disco de mesmo nome que será lançado em abril, é a canção mais vendida do iTunes na categoria MPB

Rita Lee, que lançou sua nova música, "Reza", no iTunes, atingiu o primeiro lugar entre as mais vendidas na categoria MPB na quinta-feira (15).

"Reza" também está entre entre as mais vendidas de todo o iTunes Brasil. Ela aparece em nono lugar, na frente de sucessos como "Moves Like Jagger", do Maroon 5, e Set Fire To The Rain", de Adele.

A música, de Rita e marido e do parceiro Roberto de Carvalho, estará no CD que também tem o nome de "Reza", que tem previsão de lançamento para o dia 13 de abril.

CD RITA LEE - SANTA RITA DE SAMPA (1997)
UNIVERSAL MUSIC
Santa Rita de Sampa



Em primeiro lugar, deve-se parabenizá-la pelo acabamento do disco: fino e de incontestável bom gosto. As fotos, em preto, branco e tons de rosa, estão belíssimas! O surrealismo de alguns takes produzem agradável contraste com a aparente sobriedade. Entretanto, o que salta à vista, no encarte, é o fato de Mrs. Lee e de Mr. Carvalho haverem bebido das águas da fonte da enterna juventude — são eles os verdadeiros homem e mulher vinho!



Mas Santa Rita de Sampa não é apenas mera composição de detalhes. É um todo: coeso e vibrante.

"Normal em Curitiba" é um clássico antes de sê-lo. Foi a música que mais ouvi e, ao acionar o CD, é aquela que mais aguardo (quando não vou diretamente a ela). Rita Lee é a nossa melhor compositora de rocks básicos e fortes. Não se vê nada parecido na sua geração, e nem nas seguintes. E quanto ao título? A que se refere? É certo afirmar que faz alusão aos eternos "anormais" curitibanos (leia-se Dalton Trevisan, Wilson Martins e Paulo Leminski)?

"O Que Você Quer" me fez lembrar de "Gente", de Raul Seixas; afinal "gente nasceu pra querer". Rita, no entanto, fez do querer algo mais bonito e mais elaborado. Raul compôs uma música menor, onde inseriu — apenas uma — de suas observações geniais. Rita Lee desdobrou a coisa e fê-la mais rica, visto que mostrou-a de várias maneiras: "Bêbado, você quer / Em perigo, você quer... No inferno, ainda quer... Velho, você continua querendo." Fora que a batida do violão faz do conjunto, letra e música, um convite ao irresistível; carrega aquele gosto de liberdade hippie, da histórica "Perto do Fogo".

A participação de Guinga em "Tum Tum" é um must. Madame Lee, sabiamente, escreveu versos que completam e que ressoam na música, sem ter de dizer necessariamente alguma coisa. Abriu espaço para o mestre e seu violão de veludo, ressaltando a melodia que é de uma doçura quase lúdica.

"Homem Vinho" é um poema; composto em uma de suas fases de maior inspiração: "Homem vinho / O tempo te lapida... Tua fina estampa / De Sampa o mais completo tradutor... Sangue de bamba / Pano pra manga... Carma de mestre / Cabra da peste... Leitmotiv como ninguém." Sem (ou por) querer, Rita fala também de si mesma.

"Santa Rita de Sampa" — a música — é a cara da autora; e não é. É como ver Villalobos e Pelé, falando de si mesmos na terceira pessoa do singular. Dos malucos sois, ó Rita, realmente, a beleza. Pelo que percebi, não participas do coro de admiradores da Paglia — interessante como fenômeno; nem tanto pelo que diz. "Desvairada da Paulicéia" (na letra) alude a Mário de Andrade, antecipando toda essa história de cartas reveladoras — que o trouxe de volta à ribalta. Já o instrumental, entre pesado e baladeiro, segue em equilíbrio — harmonioso, e inatingível para os não veteranos do Rock.

"Fruta Madura" canta o amor soberano, que a tudo supera e que para o além atravessa. É a lição dos Lee de Carvalho em tão difícil matéria: relacionamento humano. Tem também o seu quê de clássico ritalístico; bem ao estilo do memorável álbum "Lança Perfume".

"Obrigado Não" é a voz da experiência falando; é a reflexão sobre o que foi e o que será do/no Brasil. E é, por que não dizer, uma tremenda de uma festa. Energia bruta, sinceridade mordaz.

"Longe Daqui, Aqui Mesmo" traz o frescor dos dias de sol e de céu azulzinho. Tem em si a leveza e o colorido das coisas naturais; faz apologia à insuperável interação homem/natureza, muito antes da tecnologia, do urbanismo, da modernidade e da artificialidade — e muito depois também. A percursão e o "autoharp" dão-lhe o tom e o brilho. Parece ser, de algum modo, aparentada de "Pega Rapaz".

"Ando Jururu" é, da mesma maneira que "Homem Vinho", uma homenagem ao contrário: a homenageada de outrora rende homenagem àqueles que a homenagearam naquele então. Assim como "Homem Vinho" se refere a Caetano, que se refere a Rita em "Sampa", "Ando Jururu" remete ao rock dos Raimundos, que remete à rebeldia explosiva e descabida dos legendários Mutantes. A letra prega a simplicidade despojada, punk — que aposta no lema do it yourself, e não em background ou know-how. Existe algo mais verdadeiro, no cerne do Rock’n’roll, do que "shoobeedodaudau"?

"Jardim de Allah" é mais um jogo de palavras do que uma música, convencionalmente falando. Volta a impagável Rita de "Se o rosto da Elisabeth Arden, o que é que a Helena Rubenstein a ver com isso?" Descubra por si só o duplo sentido (às vezes não tão evidente) de: "Dízimo com quem andas / E eu te direi quem és", "A César o que é de Deus / Adeus mundo cruel", "Mata Hare Krishma espionando / Testemunhas de Yemanjá", "Haja Guerra Santa para tanta paz" e por aí vai... E o refrão? Alude à castradora Bobbit? ("Dalila cortou os cabelos do pau de Sansão.")

De "Dona Doida" é difícil separar o caráter televisivo, global, até porque Dona Rita flertou (e continua flertando) com o gênero melhor do que ninguém. Seus temas de novela, à diferença do que geralmente acontece, não se esgotam com o fim da trama. Permanecem atuais, modernos. O embalo circense e a mneumônica de "sete e sete são cartoze, com mais sete vinte e um" estão impregnados de infância e dos tempos de colégio.

"Menino de Braçanã" começa e segue com a habílissima levada de Roberto de Carvalho. Reside aí a inventividade da dupla: Roberto dosa as cordas de acordo com a necessidade de Rita, e Rita, por sua vez, espalha a voz conforme lhe permite a viola de Roberto. É inegável o clima de adeus, que permeia a canção "É tarde, já vou indo... Se eu demoro, mamãezinha tá a me esperar..." A isto sobrepõe-se a imagem da moça ingênua (nostalgia de Rita, que nunca o foi e) que, partindo, diz: "Tá doido moço, num faço isso não... ando com Jesus Cristo no meu coração."

Quem carrega consigo tais doses de fertilidade e de vitalidade não teme mesmo a escuridão.

Bendita Rita, um brinde à vossa luz!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Curiosidades musicais


Roberta Miranda,é a quinta cantora brasileira que mais vendeu discos, com 14,2 milhões de cópias, perdendo para Rita Lee (55 milhões), a apresentadora Xuxa, que tem os discos mais voltados ao público infanto-juvenil (33 milhões), Maria Bethânia (26 milhões) e Gretchen (15 milhões). Entre seus maiores sucessos estão Majestade O Sabiá, Pimenta Malagueta, Vá Com Deus e Sol da Minha Vida. Esta última, do disco homônimo lançado no início da década de 1990, foi um sucesso radiofônico e de vendagem, cerca de 750 mil cópias.


Mas é Rita Lee a cantora que mais vendeu discos até hoje no Brasil:55 milhões


Dica músical da nossa Rainha do rock Rita Lee é este disco de 1976


Com A Boca No Mundo
Rita Lee
Quantas vezes eles vão me perguntar
Se eu não faço nada a não ser cantar,
Quantas vezes, eles vão me responder
Que não há saída a não ser morrer!

Isso não tem mais jeito
Foi tudo dito e feito
Agora não é tempo
Da gente se esconder

Tenho mais é que botar a boca no mundo
Como faz o tico-tico quando quer comer
Essa fome é vontade de viver
Chamar atenção pra você me ver!

Em pleno movimento
Meu corpo é um instrumento
Eu sopro aos sete ventos
Pra você me escutar
Pra você me ver
Pra me ouvir falar
Disso tudo
Essa melodia não acaba
Quando eu resolver parar de cantar!

Single Reza adianta novo CD de Rita Lee


Depois de ser lançada na internet, a música Reza, de Rita Lee e Roberto de Carvalho, já está nas rádios de todo país.

Na última semana foi a mais tocada na programação da carioca MPBFM. No Youtube em menos de um mês já ultrapassou 80 mil acessos.

O single também está à venda na loja virtual Itunes, adiantando o lançamento do CD que está programado para o dia 13 de abril